O médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, apresenta que a dermolipectomia abdominal, frequentemente associada à abdominoplastia, está entre os procedimentos mais procurados na cirurgia plástica por pacientes que desejam melhorar o contorno do abdômen e recuperar a funcionalidade. A escolha da técnica adequada depende de uma avaliação criteriosa, considerando fatores como quantidade de excesso de pele, flacidez muscular, histórico de emagrecimento e condições clínicas do paciente.
Ao longo deste artigo, serão apresentados os principais conceitos da dermolipectomia, as diferenças entre os tipos de abdominoplastia, as indicações mais comuns, os cuidados relacionados à correção de diástase e hérnias, além da importância de alinhar expectativa e resultado. O objetivo é oferecer informação clara, técnica e acessível, ajudando o paciente a compreender o procedimento e a tomar decisões mais seguras e conscientes.
O que é dermolipectomia e como ela se relaciona com a abdominoplastia?
A dermolipectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada do excesso de pele e gordura, geralmente indicada para pacientes que apresentam flacidez acentuada após grandes perdas de peso ou gestações. No abdômen, ela está diretamente relacionada à abdominoplastia, técnica que também permite o tratamento da musculatura abdominal.

Enquanto a dermolipectomia foca principalmente na remoção de tecidos excedentes, a abdominoplastia amplia o tratamento ao incluir a correção da diástase dos músculos retos abdominais. Essa associação contribui não apenas para a melhora estética, mas também para o suporte funcional da parede abdominal.
Segundo Hayashi, compreender essa relação é fundamental para que o paciente tenha expectativas realistas. A indicação correta da técnica depende do grau de flacidez, da qualidade da pele e das necessidades individuais, reforçando a importância de uma avaliação médica detalhada.
Quais são os principais tipos de abdominoplastia e o que muda entre eles?
Existem diferentes tipos de abdominoplastia, cada um indicado para situações específicas, informa Milton Seigi Hayashi. A abdominoplastia clássica é a mais conhecida, indicada para excesso de pele e gordura abaixo do umbigo, com cicatriz localizada na região inferior do abdômen. Já a abdominoplastia em âncora é recomendada para pacientes que tiveram grande perda de peso, pois permite retirada mais ampla de pele.
Há ainda a abdominoplastia invertida, menos comum, indicada para excesso de pele acima do umbigo, e a chamada miniabdominoplastia, voltada a casos mais leves. Além dessas variações, a lipoabdominoplastia associa lipoaspiração ao procedimento, promovendo melhor contorno corporal.
A diferença entre essas técnicas não está apenas no tamanho da cicatriz, mas na indicação correta para cada paciente. Escolher o método adequado é essencial para alcançar um resultado harmônico e seguro, respeitando limites anatômicos e expectativas.
Quando a técnica em âncora é mais indicada?
A abdominoplastia em âncora é geralmente indicada para pacientes que passaram por grandes perdas de peso, seja por cirurgia bariátrica ou emagrecimento significativo. Nesses casos, o excesso de pele ocorre tanto no sentido vertical quanto horizontal, exigindo uma abordagem mais ampla.
Essa técnica resulta em uma cicatriz em formato de âncora, combinando uma cicatriz horizontal inferior e uma vertical. Apesar de mais extensa, ela permite remoção eficaz do excesso de pele e melhora significativa do contorno corporal, o que muitas vezes não seria possível com técnicas tradicionais.
De acordo com Milton Seigi Hayashi, a indicação da abdominoplastia em âncora deve ser cuidadosamente discutida com o paciente. O entendimento sobre cicatriz, benefícios e limitações é essencial para que a decisão seja tomada com segurança e alinhamento de expectativas.
Como alinhar indicação, cicatriz e resultado com segurança?
Alinhar indicação cirúrgica, tipo de cicatriz e resultado esperado é um dos pontos mais importantes no planejamento da dermolipectomia abdominal. O paciente precisa compreender que cada técnica envolve benefícios e limitações, e que a segurança deve sempre prevalecer sobre expectativas irreais.
Desse modo, a conversa pré-operatória é fundamental para esclarecer dúvidas, discutir cicatrizes e definir objetivos possíveis. Uma avaliação individualizada permite ajustar a técnica às características do paciente, respeitando sua anatomia e condições clínicas.
Milton Seigi Hayashi conclui que informação de qualidade e comunicação transparente são pilares para um bom resultado. Quando o paciente entende o procedimento e participa das decisões, a cirurgia se torna uma experiência mais segura, consciente e alinhada às melhores práticas da cirurgia plástica.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

