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Pix por aproximação muda: veja o que é a nova função de saldo visível e se você deve ativar

Beatrice MontelliPor Beatrice Montellijunho 24, 2026Nenhum comentário5 Min de leitura
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Banco Central lançou a chamada “jornada otimizada”, que permite ao usuário ver saldo e limite da conta antes de confirmar o pagamento por carteiras digitais.

Quem usa o celular para pagar em lojas provavelmente já sentiu a irritação de aproximar o aparelho da maquininha e ver a transação ser recusada por saldo insuficiente. Esse problema foi o ponto de partida para a nova funcionalidade anunciada pelo Banco Central na última segunda-feira (22): a partir de agora, usuários do Pix por aproximação podem autorizar que carteiras digitais exibam o saldo disponível e o limite da conta antes da confirmação do pagamento. A novidade, chamada pelo BC de “jornada otimizada”, integra o Open Finance ao dia a dia de quem paga com o celular e representa mais uma camada de evolução no sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Mas o que exatamente muda, como funciona na prática e se vale a pena ativar? Essas são as perguntas que guiam esta matéria.

Como funciona a nova função e o que o BC chama de “jornada otimizada”

Antes dessa mudança, quem queria vincular uma conta bancária a uma carteira digital precisava passar por duas autorizações separadas: uma para permitir o compartilhamento de dados financeiros e outra para vincular a conta ao serviço de pagamento. A atualização do Banco Central unificou esse processo em uma única tela, simplificando o procedimento. Além da simplificação no fluxo, o usuário que der consentimento poderá ver o saldo disponível e o limite autorizado para transações antes de concluir o pagamento, informações que antes só eram acessíveis abrindo o aplicativo do banco separadamente.

Segundo a Agência Brasil, a funcionalidade é completamente opcional e depende da autorização ativa do cliente. Isso significa que quem não quiser compartilhar os dados financeiros pode continuar usando o Pix por aproximação exatamente como antes, sem nenhuma mudança na experiência. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento: o usuário pode cancelar apenas a exibição do saldo, mantendo a conta vinculada para pagamentos, ou encerrar toda a autorização de uma vez. A medida vale tanto para pagamentos realizados por Pix por aproximação quanto para transferências automáticas entre contas do próprio titular dentro do Open Finance, chamadas de transferências inteligentes.

O que explica a mudança e quais riscos o usuário deve conhecer

O principal motivador para essa atualização é técnico e econômico: segundo o Banco Central, um dos principais motivos para o insucesso de transações realizadas pelo Open Finance é justamente a falta de recursos na conta vinculada no momento do pagamento. Com o saldo visível antes da confirmação, a expectativa é reduzir esse tipo de falha e, ao mesmo tempo, estimular novos modelos de serviços financeiros. Matheus Rauber, chefe de subunidade do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, declarou à Agência Brasil que bancos e empresas poderão criar novos produtos com essa funcionalidade, tanto vinculados a pagamentos com débito em conta como relacionados a checkout mais fluido, com menor abandono de transação e conclusão mais rápida da compra.

Ao mesmo tempo, Rauber fez um alerta importante ao consumidor: “Qualquer que seja a solução ofertada, deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações. Como em qualquer compartilhamento de dados, é importante que o cliente sempre verifique de que forma essa informação será utilizada.” O BC reforçou que o Open Finance exige consentimento explícito, autenticação forte em várias etapas e participação apenas de instituições autorizadas pela autoridade monetária. Isso significa que o risco de fraudes ligadas especificamente a essa funcionalidade é controlado, mas o usuário deve sempre verificar se a carteira digital que usa é regulamentada pelo Banco Central antes de conceder qualquer tipo de acesso a dados financeiros.

O que mais mudou recentemente no Pix por aproximação

A novidade do saldo visível chega poucos dias após outra mudança relevante: na semana anterior, o Banco Central havia eliminado o limite fixo de R$ 500 por transação no Pix por aproximação, que era uma das principais limitações da modalidade. A remoção desse teto não significa que o usuário está sem controle sobre os valores: a partir de 1º de outubro de 2026, bancos e instituições financeiras terão até essa data para oferecer aos clientes a possibilidade de personalizar os limites das operações por aproximação, permitindo aumentar ou reduzir os valores autorizados conforme a necessidade de cada um. O conjunto dessas mudanças mostra que o Banco Central está apostando no Pix por aproximação como uma das principais frentes de expansão dos pagamentos digitais no Brasil, integrando cada vez mais o sistema de pagamentos instantâneos com o Open Finance.

Para o consumidor comum, a recomendação prática é simples: antes de ativar o compartilhamento de saldo, certifique-se de que a carteira digital usada é regulamentada pelo BC, leia com atenção o que está sendo autorizado e mantenha ativa a opção de revogar o consentimento quando quiser. A tecnologia avança, mas o cuidado com os dados financeiros continua sendo responsabilidade do usuário.

Fontes: Agência Brasil | Jornal Opção | Tribuna do Norte

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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